Essa é uma das únicas fotos do dia do meu parto. Optamos por não contratar um fotografo. Foi um momento íntimo e maravilhoso.

Existe uma grande confusão quando se fala de partos. Acaba sendo um assunto que evito tocar.
Durante a gravidez entendi que é difícil para nós entendermos as escolhas das outras.
Umas leem demais. Outras preferem não saber o que vai acontecer para não ter medo. O fato é que todas nós sentimos inseguranças e passamos por momentos confusos durante toda a gestação, porque de alguma forma 😂 o bebê tem que sair.
Você imagina a dificuldade que passei para conseguir ter o parto como eu sonhava? Passei por 3 médicos e nenhum se propunha a fazer parto normal. Eu teria que ir para a emergência e esperar que o médico plantonista fosse “legal” e que eu tivesse “a sorte” de ser bem tratada.
O quadro de violência que as mulheres têm sofrido nas maternidades é muito real. Eu cheguei a conversar e ler mais de 20 relatos terríveis sobre as maternidades tanto públicas, quanto particulares. O medo de passar por uma situação assim, e de até proibirem meu marido entrar comigo era enorme.
Depois descobri que uma amiga era doula. Fiquei encantada e pedi para ela ser a minha doula. Tive um acompanhamento muito sensível e detalhado. Nisso, eu já estava no sétimo mês. O tempo corria.
Deixei todas as possibilidades abertas. Uma médica para uma possível cesárea. Visitei 3 maternidades para o caso de uma emergência. E fiz o acompanhamento com a equipe de parto domiciliar. Tudo para que eu pudesse decidir só quando chegasse a hora.
A gente fala que quer uma coisa, mas nem sempre a gravidez se desenrola sem problemas.
Mas tudo ficou bem. JB estava encaixado. Eu tinha passagem. Pressão sem nenhuma alteração. Batimentos perfeitos. Muito líquido. Muito apoio. Uma família ao meu lado.
Quando entrei em trabalho de parto, cheguei a ir a maternidade, fiz uma ultrassom, me consultei com o médico plantonista e voltei para casa para esperar.
E ele veio. Sem força. Sem soro. Sem anestesia. Como eu sempre sonhei.
Muitas críticas. Muitas marcações em partos que não deram certo. Muitos comentários terríveis sobre minha escolha.
E isso não mudou nada.
Continuo feliz e consciente de que cada uma temos o direito de escolher a forma que queremos “parir”. Se com data marcada. Se esperando dar o sinal para fazer uma cesárea. Se normal com anestesia. Se no hospital ou não.
Agradeço a Deus e minha família pelo apoio. Pois eu faria tudo novamente.

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